Comunicação em saúde no Brasil

um estudo exploratório na rede COSEMS das secretarias municipais de saúde

Palavras-chave: Comunicação em Saúde, Sistema Único de Saúde, Gestão em saúde, Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde

Resumo

O presente estudo teve como objetivo principal investigar as características dos serviços de comunicação em Saúde, a partir da Rede dos Conselhos das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) no Brasil. Trata-se de um estudo exploratório quantitativo e qualitativo do tipo participante, conduzido de 2014 a 2015, com amostra não probabilística. Foram aplicados questionários com as assessorias de comunicação em saúde dos municípios participantes e entrevistas com os gestores dos Conselhos de Secretários Municipais de Saúde (Cosems).  Ao todo  participaram 122 municípios, das quais somente dois núcleos da Rede possuíam diretoria de comunicação e 64,8% dos municípios não possuíam Assessoria de Comunicação. As instalações de trabalho dos comunicadores são precárias, os profissionais não têm estabilidade empregatícia, ocupam cargos comissionados e possuem pouca experiência na área. Os profissionais de comunicação realizam assessoramento direto aos secretários, não possuem assento nos conselhos gestores, tem comprometidas suas ações de planejamento, o que fragiliza os processos organizativos. É necessário construir uma agenda política estratégia de comunicação em saúde, fortalecimento dos processos de informação, educação e comunicação voltados para prevenção das doenças e promoção da saúde, compreendidos como um ideal ético-político-formativo a ser alcançado na direção cidades saudáveis solidária, democrática e socialmente justa.

Biografia do Autor

Antonio Carlos Figueiredo Nardi, SESA-PR

Secretário de Estado da Saúde do Paraná. Doutor em Saúde Coletiva pela Universidade de Brasília.
Graduado em Odontologia pela Universidade de Marilia.

Priscila Torres de Brito, UNB

Pesquisadora da Universidade de Brasília. Graduada em Saúde Coletiva pela Universidade de Brasília.

Ádria Jane Albarado, UNB

Mestranda em Saúde Coletiva pela Universidade de Brasília. Graduada em Comunicação Social com
habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de Roraima

Elizabeth Alves de Jesus Prado, UNB

Pesquisadora da Universidade de Brasília. Graduada em Saúde Coletiva pela Universidade de Brasília.

Natália Fernandes de Andrade, UNB

Mestranda em Saúde Coletiva pela Universidade de Brasília. Graduada em Saúde Coletiva pela Universidade
de Brasília. Pesquisadora Júnior da Universidade de Brasília.

Maria Fatima de Sousa, UFPB

Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal da Paraíba, com pós-doutorado pelo Centre de
Recherche sur la Communication et la Santé (ComSanté), da Université du Québec à Montréal. Doutora
em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília. Mestre em Ciências Sociais pela UFPB. Graduada em
Enfermagem pela UFPB.

Ana Valéria Machado Mendonça, UNB

Pós-doutora em Comunicação em Saúde, pelo Centre de Recherche sur la Communication et la Santé
(ComSanté), da Université du Québec à Montréal. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade
de Brasília. Mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Graduada em
Jornalismo e Relações Públicas.

Referências

1. Mendonça SC., Reis AT., Moraes JC. La política de regulación de Brasil Internet]. Brasília: Organización Panamericana de la Salud serie técnica Desarrollo de Sistemas y Servicios de Salud. Brasília: Organización Panamericana de la Salud; 2006 [citado 2016 Abr. 7]. (Serie Técnica Desarrollo de Sistemas y Servicios de Salud; 2). Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/st12e.pdf

2. Carta de Ottawa. In: 1ª Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde. Ottawa, Canadá; 1986 [citado 21 Jun 2016]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/carta_ottawa.pdf

3. Gomes W, Maia RCM. Comunicação e democracia. Porto Alegre: Meridional; Sulina, 2008. 39p.

4. Habermas J. Mudança estrutural da esfera pública. 2. ed. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2003. 398 p.

5. Minayo MCS. Avaliação por triangulação de métodos. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2005. 244 p.

6. Minayo MCS. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 13. ed., São Paulo: Hucitec, 2014. 406 p.

7. IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [Internet] Estimativa Populacional; 2012. [citado em 2016 Set 18]. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/estimativa2013.

8. Lèfevre F., Lèfevre AMC. O discurso do sujeito coletivo: um novo enfoque em pesquisa qualitativa. Caxias do Sul: Educs, 2003. 80 p.

9. Kopplin, E., Ferraretto LA. Assessoria de imprensa: teoria e prática. São Paulo: Sagra-Luzzatto; 2001.

10. Mafei M. Assessoria de imprensa: como se relacionar com a mídia. São Paulo: Contexto, 2008.

11. Zémor P. A comunicação pública. In: Martins L., organizador. Algumas abordagens em Comunicação Pública. São Paulo: Casa das Musas; 2003. p. 76 -103.

12. Pintos VS. Comunicación y Salud. Inmediaciones de la Comunicación [Internet]; 2001. [citado em 2016 nov. 6]; n.3, 121-36. Disponível em: https://www.ort.edu.uy/fcd/pdf/revista-inmediaciones-de-la-comunicacion-3.pdf

13. Mendonça AVM. Informação e Comunicação para o Sistema Único de Saúde no Brasil: uma política necessária. In: Sousa MF, Franco MS, Mendonça AVM. Saúde da Família nos municípios brasileiros: os reflexos dos 20 anos do espelho do futuro. Campinas/SP: Saberes Editora; 2014. p. 701-719.

14. Pitta AMR., Magajewsk FRL. Políticas nacionais de comunicação em tempos de convergência tecnológica: uma aproximação ao caso da Saúde. Interface (Botucatu) [Internet]. 2000 Ago [citado em 2016 Dez 6]; 4(7): 61-70. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-32832000000200005&lng=en. http://dx.doi.org/10.1590/S1414-32832000000200005.

15. Brandão E. Comunicação pública: alcances e limites do conceito. In: Martins L., organizador. Algumas abordagens em Comunicação Pública. São Paulo: Casa das Musas; 2003.. p. 20 -37.

16. Volpato MO. Comunicação comunitária: trajetórias e inovações. R. UNINTER Com] Internet]. 2014 [citado 2016 Abr 19];2(3):217-232. Disponível em: https://www.uninter.com/revistacomunicacao/index.php/revistacomunicacao/article/view/555/316

17. Oliveira MW. Educação popular e saúde. R. Educ. Pop. [Internet] 2007. [citado 2018 Mar 14];6(1):75-83.Disponível em: http://www.seer.ufu.br/index.php/reveducpop/article/viewFile/19898/10623
Publicado
2018-12-14
Seção
Artigos originais