Percepção dos enfermeiros sobre estratificação de risco em saúde mental e as ações de enfermagem

Palavras-chave: Gestão da Qualidade, Estratégia de Saúde da Família, Atenção Primária à Saúde, Saúde Mental, Gestão de Riscos, Enfermagem

Resumo

O presente estudo objetivou conhecer a percepção do enfermeiro sobre o instrumento de estratificação de risco em saúde mental e quais ações de enfermagem são ofertadas ao paciente classificado como baixo risco. Trata-se de estudo qualitativo, descritivo-exploratório, realizado em quatorze Unidades Básicas, de município do Noroeste do Paraná. Para a coleta de dados, utilizou-se entrevista aberta, com vinte e cinco entrevistados. Foram elencadas três categorias: Ações em saúde mental realizadas pelos enfermeiros da ESF; Instrumento de estratificação de risco em saúde mental: potencialidades e fragilidades e Dificuldades das Equipes da ESF em saúde mental. Conclui-se que as ações desenvolvidas envolvem grupos de escuta e acolhimento, convivência, atividades de leitura e apoio matricial do NASF e como fragilidades destaca-se a dificuldade da aplicação do instrumento de estratificação de risco, excesso de encaminhamentos para especialistas e falta de tempo e afinidade em saúde mental.

 

Biografia do Autor

Marcelle Paiano, Universidade Estadual de Maringá.

Enfermeira. Doutora. Docente do Departamento de Enfermagem da UEM.

Fernanda Pedersoli Lopes, Universidade Estadual de Maringá.

Enfermeira. Graduada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Maria Emília Grassi Busto Miguel, Universidade Estadual de Maringá.

Enfermeira. Doutora. Docente do Departamento de Enfermagem da UEM.

Maria Aparecida Salci, Universidade Estadual de Maringá.

Enfermeira. Doutora. Docente do Departamento de Enfermagem da UEM.

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Publicado
2019-07-16
Seção
Artigos originais