Incidência e características da sepse em uma unidade de terapia intensiva de um hospital misto do Paraná

Palavras-chave: Sepse, Unidade de Terapia Intensiva, Infecção Hospitalar, Epidemiologia, Mortalidade

Resumo

A sepse e o choque séptico são as maiores causas de óbito em pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva, devido à dificuldade na sua identificação e ao tratamento minucioso exigido. Objetivando identificar o índice e as características da sepse em uma UTI adulto de um hospital do Paraná, realizou-se uma pesquisa de campo retrospectiva, documental e quantitativa. A amostra foi constituída de 432 prontuários. Dados foram coletados por meio de um checklist próprio. Houve prevalência do sexo masculino e faixa etária acima dos cinquenta anos. A etiologia de admissão prevalente foi insuficiência respiratória e broncopneumonia. Quanto ao foco infeccioso, prevaleceu o pulmonar. Constatou-se índice elevado dos casos de sepse, juntamente de uma taxa de mortalidade ultrapassando a média geral do país. Sugere-se uma monitorização e notificação mais eficaz dos casos, combinada com a aplicação de um protocolo unificado, visando à redução da taxa de letalidade por esta síndrome.

Biografia do Autor

Estefani Teresinha Seibt, Universidade Paranaense

Enfermeira graduada pela Universidade Paranaense - Unidade Universitária de Francisco Beltrão- PR.

Joice Cristina Kuchler, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Enfermeira, discente do Programa de Mestrado em Ciências da Saúde - Universidade Estadual do Oeste do Paraná.

Franciele do Nascimento Santos Zonta, Universidade Paranaense

Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Enfermagem da USP, Docente da Universidade Paranaense, Unidade de Francisco Beltrão.

Referências

1. Santos AM, Souza GRB, Oliveira AML. Sepse em adultos na unidade de terapia intensiva: características clínicas. Arq Med Hosp Fac Cienc Med Santa Casa São Paulo. 2016;61:3-7.

2. Anselmo Júnior E, Dall´Stella DK, Araújo JM, Souza E, Schuelter-Trevisol F. Incidência de sepse nosocomial em adultos de uma unidade de terapia intensiva, Tubarão SC, em 2013. ACM Arq Catarin Med [Internet]. 2017 [citado em 2019 Out 22];46(4):17-26. Disponível em: http://www.acm.org.br/acm/seer/index.php/arquivos/article/view/161.

3. Garrido F, Tieppo L, Pereira MDS, Freitas R, Freitas WM, Filipini R, et al. Ações do enfermeiro na identificação precoce de alterações sistêmicas causadas pela sepse grave. ABCS Health Sci. 2017;42(1):15-20.

4. Zonta FNS, Velasquez PGA, Velasquez LG, Demetrio LS, Miranda D, Silva MCBD. Características epidemiológicas e clínicas da sepse em um hospital público do Paraná. Rev Epidemiol Controle Infecç. 2018;8(3):224-31.

5. Barros LLS, Maia CSF, Monteiro MC. Fatores de risco associados ao agravamento de sepse em pacientes em Unidade de Terapia Intensiva. Cad Saúde Coletiva. 2016;24(4):388-96.

6. Melo EM, Barbosa AA, Silva JLA, Studart RMB, Lima FET, Veras JEGLF, et al. Clinical outcome of patients on mechanical ventilation in intensive care unit. Rev Enferm UFPE on line. 2015;9(2):610-6.

7. Brasil, Conselho Nacional de Saúde. Resolução n° 466, de 12 de dezembro de2012. Aprova normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres
Humanos [Internet]. Saúde Legis - Sistema de Legislação da Saúde. 2012 [citado em 2019 Out 22]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2013/res0466_12_12_2012.html

8. Carvalho MR, Moreira ICCC, Neta FLA, Guimarães MSO, Viana VGF, Oliveira FW. Incidência de bactérias multirresistentes em uma unidade de terapia intensiva. R Interd. 2015;8(2):75-85.

9 Freitas RB, Santiago MT, Bahia CP, Pereira LP, Mello CM, Nogueira AC, et al. Aspectos relevantes da sepse. Rev Cient FAGOC Saude. 2017;1(2): 25-32.

10 Cruz LL, Macedo CC. Perfil epidemiológico da sepse em hospital de referência no interior do Ceará. Id On Line Revista Multidisciplinar e de Psicologia. 2016;10(29):71-99.

11. Bonfada D, Santos MM, Lima KC, Garcia A. Análise de sobrevida de idosos internados em unidades de terapia intensiva. Rev Bras Geriatr Gerontol. 2017;20(2):198-206.

12. Pauletti M, Otaviano MLPO, Moraes ADST, Schneider DS. Perfil epidemiológico dos pacientes internados em um Centro de Terapia Intensiva. Aletheia. 2017;50(1-2):38-46.

13. Machado FR, Assunção MSC, Cavalcanti AB, Japiassú AM, Azevedo LCP, Oliveira MC. Chegando a um consenso: vantagens e desvantagens do Sepsis 3 considerando países de recursos limitados. Rev Bras Ter Intensiva. 2016;28(4):361-5.

14. Shankar-Hari M, Phillips GS, Levy ML, Seymour CW, Liu VX, Deutschman CS, et al. Developing a new definition and assessing new clinical criteria for septic shock: for the Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA. 2016 Fev 23;315(8):775-87

15. Peninck PP, Machado RC. Aplicação do algoritmo da sepse por enfermeiros na unidade de terapia intensiva. Rev Rene. 2012;13(1):187-99.

16. Santos AV, Silva AAO, Sousa, ÁFL, Carvalho MM, Carvalho LRB, Moura MEB. Perfil epidemiológico da sepse em um hospital de urgência. Rev Prev Infecç Saúde. 2015;1(1):19-30.

17. Teles LS, Galdino LP, Lima MMP, Santos MM, Cardoso LA. Enfermagem frente à sepse: uma revisão literária. In: Congresso Internacional de Enfermagem; 2017 Maio 9-12; Aracaju-SE. Aracaju: Universidade Tiradentes; 2017. p. 1-4.

18. Singer M, Deutschman CS, Seymour CW, Shankar-Hari M, Annane D, Bauer M, et al. The Third International Consensus Definitions For Sepsis and Septic Schock (Sepsis-3). JAMA. 2016;315(8):801-10.
Publicado
2019-11-25
Seção
Artigos originais