Estudo das internações sensíveis à atenção básica em dois municípios de grande porte no Brasil

Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde, Hospitalização, Estratégia de Saúde da Família, Sistema Único de Saúde, Cobertura Efetiva de Serviços de Saúde

Resumo

O indicador de saúde das condições sensíveis à atenção primária é um instrumento de avaliação importante, podendo indicar indiretamente a falta de atenção básica oportuna e efetiva. O objetivo deste estudo é analisar os coeficientes de internações por condições sensíveis à atenção primária (CSAP) das doenças crônicas não transmissíveis, em dois municípios de grande porte localizados em regiões brasileiras distintas. Estudo ecológico, que analisou as internações por condições sensíveis à atenção primária das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) segundo sexo, faixa etária, diagnósticos específicos e cobertura populacional por equipes de saúde da família, em Londrina (PR) e Ribeirão Preto (SP), entre 2011 e 2015. A tendência observada das DCNT foi de coeficientes de hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e diabetes semelhantes nos dois locais. A gestão, cobertura populacional e processo de trabalho das equipes multiprofissionais são aspectos que podem explicar os coeficientes de internações das DCNT observados nas duas cidades, entre 2011 e 2015.

Biografia do Autor

João José Batista de Campos, Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Médico. Docente do Departamento de Saúde Coletiva do Centro de Ciências da Saúde. Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Aldaísa Cassanho Forster, Universidade de São Paulo (USP)

Médica. Docente do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo (USP), Brasil

Renato Carlos Machado, Universidade de São Paulo (USP)

Médico. Mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo (USP), Brasil

Janise Barros Braga Ferreira, Universidade de São Paulo (USP)

Médica. Docente do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo (USP), Brasil

Fernando Rodrigues Bellíssimo, Universidade de São Paulo (USP)

Médico. Docente do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo (USP), Brasil

Referências

1. Billings J, Zeitel L, Lukomnik J, Carey TS, Blank AE, Newman L. Impact of socioeconomic status on hospital use in New York City. Health Aff (Millwood). 1993;12(1):162-73.

2. Pinto LF, Giovanella L. Do Programa à Estratégia Saúde da Família: expansão do acesso e redução das internações por condições sensíveis à atenção básica (ICSAB). Cien Saude Colet. 2018 Jun;23(6):1903-14.

3. Brasil, Ministério da Saúde. Índice de desempenho do Sistema Único de Saúde [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; [citado em 2019 Out 8]. Disponível em: http://idsus.saude.gov.br.

4. Brasil, Ministério da Saúde. Portaria nº 221, de 17 de abril de 2008 Lista Brasileira de Internações por Condições Sensíveis à Atenção Primária. [Internet]. Saúde Legis - Sistema de Legislação da Saúde. 2008 [citado em 2019 Out 8]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2008/prt0221_17_04_2008.html.

5. Brasil, Ministério da Saúde, Departamento de Informática do SUS (SIH-SUS). Sistema de Informações Hospitalares [Internet]. Brasília:Ministério da Saúde; [citado em 2019 Out 8]. Disponível: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?ibge/cnv/poppr.def.

6. Londrina.Secretaria Municipal de Saúde; Conselho Municipal de Saúde. Plano municipal de saúde: 2014 – 2017. Londrina: Prefeitura do Município de Londrina; 2013. 221 p.

7. Ribeirão Preto, Secretaria Municipal da Saúde. Plano municipal de saúde: 2014 – 2017 Ribeirão Preto: Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto; 2013. 95 p.

8. Brasil, Ministério da Saúde, Departamento de Atenção Básica (DAB). Histórico cobertura SF~[Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; [citado em 2019 Out 8]. Disponível: http://dab.saude.gov.br/portaldab/historico_cobertura _sf.php/cnv.

9. Martinez EZ. Bioestatística para os cursos de graduação da área da saúde. São Paulo: Blucher, 2015. 345 p.

10. Calvo MCM et al. Estratificação de municípios brasileiros para avaliação de desempenho em saúde. Epidemiol Serv Saude [Internet]. 2016[citado em 2019 Out 8];25(4):767-76. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-96222016000400767&lng=en.

11. Brasil, Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Análise de Situação de Saúde. Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011-2022. Brasília: Ministério da Saúde; 2011. 160 p.

12. Boletim saúde & gestão. Ribeirão Preto: Centro de Informação e Informática em Saúde da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP. Vol. 2, no. 1, Jan. 2019.

13. Gonçalves FG. Internações por doenças do aparelho circulatório sensíveis à atenção primária: tendência das taxas no estado do Paraná [dissertação na internet]]. Londrina: Universidade Estadual de Londrina; 2014 [citado em 2019 Out 8]. Disponível em: http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls000192535.

14. Neves RG et al. Tendência temporal da cobertura da estratégia da Saúde da Família no Brasil, regiões e unidades da federação, 2006 – 2016. Epidemiol Serv Saude. 2018;27(3):2017-170.

15. Pinto ECP, Sirtoli R, Silva LL, Menolli PVS. A Estratégia de Saúde da Família e as internações por condições sensíveis à atenção primária no Paraná: série temporal, 2007-2016. R. Saúde Públ. Paraná. 2018;1(2):35-47.

16. Universidade de São Paulo. Doenças e agravos não transmissíveis – DanT: Ribeirão Preto-SP e Região. Ribeirão Preto: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto; 2010. 262 p.

17. Alfredique ME, et al. Internações por condições sensíveis a atenção primária: a construção da lista brasileira como ferramenta para medir o desempenho do sistema de saúde. (ICSAP – Brasil). Cad Saude Publica. 2009 Jun;25(6):1337-49.

18. Previato GF, Nogueira IS, Acorsi CRL, Baldissera VDA, Mathias TAF. Diminuição de internações por condições sensíveis à Atenção Primária em idosos no estado do Paraná. Espaç saúde. 2017;18(2):15-24.

19. Campos JJB, Forster, AC, Freire Filho, JR. Lições aprendidas na comparação dos sistemas de saúde brasileiro e espanhol. Espaç saúde. 2016;17(1):121-29.

20. Mello JM, Borges PKO, Muller EV, Grden CRB, Pinheiro FK, Borges WS. Internações por doenças crônicas não transmissíveis do sistema circulatório, sensíveis à atenção primária à saúde. Texto & contexto enferm [Internet]. 2017 [citado em 2019 Out 8];26(1): e3390015. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-07072017000100314&lng=en. doi: http://dx.doi.org/10.1590/0104-07072017003390015.

21. Franco JL. O papel da atenção primária à saúde na abordagem das Doenças Crônicas não Transmissíveis – DCNT. Boletim saúde & gestão. 2019;2(1):2.

22. Ferreira JBB, Borges MJG, Santos LL, Forster AC. Internações por condições sensíveis à atenção primária à saúde em uma região de saúde paulista, 2008 a 2010.Epidemiol Serv Saude [Internet]. 2014 [citado em 2019 Out 8];23(1):45-56. Disponível em: http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-49742014000100005&lng=en.
Publicado
2019-11-25
Seção
Artigos originais