Perfil e indicadores da assistência de um serviço de atenção domiciliar em cuidados paliativos de um Hospital de Câncer

  • Luis Fernando Rodrigues Hospital de Câncer de Barretos
  • Landina Silene Pacheco Serviço de Atendimento Domiciliar da Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital de Câncer de Barretos http://orcid.org/0000-0001-9444-091X
  • Eliane Fazuoli Chubaci Coordenadora do Centro de pós graduação, pesquisa e extensão da Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos http://orcid.org/0000-0003-3968-3411
  • Gabriela Vieira Zabeu Serviço de Atendimento Domiciliar da Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital de Câncer de Barretos http://orcid.org/0000-0002-0310-2366
  • Graziely de Lima Souza Serviço de Atendimento Domiciliar da Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital de Câncer de Barretos http://orcid.org/0000-0002-0923-1142
  • Isabela c de Freitas Colombino Serviço de Atendimento Domiciliar da Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital de Câncer de Barretos http://orcid.org/0000-0001-7993-6837
  • Sarita Nasbine Frasseto Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital de Câncer de Barretos http://orcid.org/0000-0001-5378-1793
  • Alexandre Venâncio de Souza Serviço de Atendimento Domiciliar da Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital de Câncer de Barretos http://orcid.org/0000-0002-1189-5781
Palavras-chave: Cuidados Paliativos. Institutos de Câncer. Visita Domiciliar. Pessoal Técnico de Saúde. Indicadores Básicos de saúde. Sinais e Sintomas.

Resumo

O objetivo deste trabalho é descrever o perfil de um serviço de atendimento domiciliar em cuidados paliativos e os resultados obtidos após o primeiro ano de funcionamento. Foi realizado um estudo transversal, observacional retrospectivo e foram analisados os dados referentes aos atendimentos realizados pelo Serviço de Atendimento Domiciliar em Cuidados Paliativos (SAD/CP) no primeiro ano de funcionamento. Observou-se que, de 72 pacientes elegíveis, 56,9% eram mulheres e a idade média foi de 67,74 anos. O Karnofsky Performance Status médio foi de 48,16 e o Índice de Prognóstico Paliativo médio foi de 3,23. A maioria dos pacientes faleceu na Unidade de Cuidados Paliativos (51,4%). Concluiu-se, assim, que os pacientes que morreram em casa receberam mais visitas da equipe de atendimento domiciliar e se deslocaram menos vezes para a urgência e emergência. Fadiga, dor e anorexia foram os sintomas mais frequentes. Ansiedade, depressão e sensação de bem-estar reduzido foram os sintomas mais intensos.

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Publicado
2020-07-08
Seção
Artigos originais