Correlação espacial da mortalidade perinatal com condições sociais, econômicas e demográficas: estudo ecológico

Palavras-chave: Mortalidade Perinatal. Saúde Materno-Infantil. Análise Espacial. Condições Sociais.

Resumo

Apesar da diminuição dos óbitos infantis, ainda se observa a necessidade de continuidade de redução, sobretudo da mortalidade perinatal, que se encontra distante dos resultados dos países desenvolvidos os quais abrangem um dígito. Objetivo: investigar a correlação espacial entre a mortalidade perinatal e os indicadores sociais, econômicos e demográficos dos municípios do Paraná. Método: estudo epidemiológico, tipo ecológico, com dados secundários. Utilizadas as variáveis de mortalidade, sociais, econômicas e demográficas, analisadas pelo Índice de Moran e pelo Indicador Espacial de Associação Local. Resultados: identificou-se autocorrelação espacial direta entre mortalidade perinatal (0,638) com analfabetismo (0,183), fecundidade entre 15 a 17 anos (0,074) e Índice de Gini (0,143) e, ainda, autocorrelação negativa para taxa de atividade (-0,142), grau de urbanização (-0,111) e Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (-0,276). Conclusão: a análise espacial permitiu confirmar a relação entre a mortalidade perinatal e as condições sociais, econômicas e demográficas, bem como, a identificação das regiões que necessitam de investimentos sociais e em saúde devido a maior vulnerabilidade a este tipo de óbito.

Referências

1. Brasil (Ministério da Saúde). Síntese de evidências para políticas de saúde Mortalidade perinatal. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insu-mos Estratégicos, Departamento de Ciência e Tecnologia. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde. 2016.
2. Organização Mundial da Saúde. CID 10 / Organização Mundial de Saúde: tradução Centro Colaborador da OMS para Classificação em Português. 10. ed. Rev. – São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo. 2007.
3. MacDorman MF, Gregory ECW. Fetal and Perinatal Mortality: United States, 2013. Natl Vital Stat Rep. [Internet].2015 [cited Abr 10, 2017];64(8):1-24. Disponível em: http://europepmc.org/abstract/med/26222771.
4. World Health Organization. Neonatal and perinatal mortality 2004. Country, regional and global estimates. Geneva: WHO; 2007. 20p. Disponível em: http://www.who.int/maternal_child_adolescent/documents/9789241596145/en.
5. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Saúde Brasil 2015/2016: uma análise da situação de saúde e da epidemia pelo vírus Zika e por outras doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti. Brasília: Ministério da Saúde. 2016.
6. Miranda MHH, Fernandes FECV, Campos MEAL. Determinants associated to perinatal mortality and associated factors. Rev Enferm. UFPE. 2017;11(3):1171-8. DOI: 10.5205/reuol.10544-93905-1-RV.1103201707.
7. Migoto MT, Oliveira RP, Freire MHS. Análise da Mortalidade Perinatal e seus fatores associados. Rev Baiana Enferm. 2018;32:e26249. DOI: 10.18471/rbe.v32.26249
8. Boerma T. Collaboration. Countdown to 2030: tracking progress towards universal coverage for reproductive, maternal, newborn, and child health. Lancet. 2018;30:1-11. DOI: 10.1016/S0140-6736(18)30104-1.
9. Brasil. Casa Civil. Emenda Constitucional n° 95 de 2016. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc95.htm
10. Paraná. Secretaria do Estado de Saúde do Paraná. Linha Guia: Rede Mãe Paranaense. [Internet]. 2012 [cited Abr 20, 2017]. Disponível em: http://www.saude.pr.gov.br/arquivos/File/Master_Governo_LinhaGuia_v3.pdf.
11. Datasus. Informações de Saúde (TABNET). Estatísticas Vitais. [Internet]. 2017 [cited Abr 20, 2017]. Disponível em: http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0205.
12. Ipardes. Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social. Base de Dados do Estado. [Internet]. 2017 [cited Abr 20, 2017]. Disponível em: http://www.ipardes.pr.gov.br/anuario_2016/index.html
13. Malta M, Cardoso LO, Bastos FI, Magnanini MMF, Silva CMFP. Iniciativa STROBE: initiative: guidelines on reporting observational studies. Rev Saúde Pública. 2010;44(3):559-65. DOI: 10.1590/S0034-89102010000300021.
14. Vieira TMM, Oliveira RR, Mazza VA, Mathias TAF. Perinatal Mortality and regional diferences in the state of Paraná, Brazil. Cogitare Enferm. 2015; 2(4):783-791. DOI: 10.5380/ce.v20i4.42626.
15. Antunes JLF. Socioeconomic status and health: a discussion of two paradigms. Rev. Saúde Pública. 2008;42(3). DOI: 10.1590/S0034-89102008005000017.
16. Szwarcwald CL, Bastos FI, Esteves MAP, Andrade CLT, Paez MS, Medici EV et al. Desigualdade de renda e situação de saúde: o caso do Rio de Janeiro. Cad Saúde Pública. 1999;15(1):15-28. Disponível em: https://www.scielosp.org/pdf/csp/1999.v15n1/15-28/pt.
17. Xu Y, Zhang W, Yang R, Zou C, Zhao Z. Infant mortality and life expectancy in China. Med Sci Monit. 2014;20:379-385. DOI: 10.12659/MSM.890204.
18. Fuster V. Biodemographic analysis of factors related of perinatal mortality in Portugal (1988-2011). Int J Pediatr. 2016;2016(6123065):10. DOI: 10.1155/2016/6123065.
19. Martins EF, Rezende EM, Almeida MCM, Lana FCF. Perinatal Mortality and socio-spatial inequities. Rev Latino-Am Enferm. 2013;21(5):1062-70. DOI: 10.1590/S0104-11692013000500008.
20. Oliveira GS, Lima MCBM, Lyra CO, Oliveira AGRC, Ferreira MAF. The spatial inequality of neonatal mortality in Brasil: 2006 a 2010. Cien Saude Colet. 2013;18(8):2431-2441. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232013000800028.
21. Gonçalves AC, Costa MCN, Braga JU. Análise da distribuição espacial da mortalidade neonatal e dos fatores associados, em Salvador, Bahia, Brasil, no período de 2000 a 2006. Cad Saúde Pública. 2011;27(8):1581-1592. DOI: 10.1590/S0102-311X2011000800013.
22. Rasella D, Basu S, Hone T, Paes-Sousa R, Ocké-Reis CO, Millett C. Child morbidity and mortality associated with alternative policy re-sponses to the economic crisis in Brazil: A nationwide microsimulation study. PLOS Med. 15(5): e1002570. DOI: 10.1371/journal.pmed.1002570.
23. Siahanidou T, Dessypris N, Analitis A, Mihas C, Evangelou E, Chrousos G. Et al. Disparities of infant and neonatal mortality trends in Greece during the years of economic crisis by ethnicity, place of residence and human development index: a nationwide population study. BMJ Open. 2019;9:e025287. DOI: 10.1136/bmjopen-2018-025287.
24. Kellog-Foundation KW. Using a logic models to bring together planning, evaluation and action. Logic model develop guide. Michigan. 2004.
25. Migoto MT, Oliveira RP, Silva AMR, Freire MHS. Mortalidade neonatal precoce e fatores de risco: estudo caso-controle no Paraná. Rev Bras Enferm. 2018;71(5):2675-83. DOI: 10.1590/0034-7167-2016-0586.
Publicado
2020-07-08
Seção
Artigos originais