Rede Mãe Paranaense: assistência ao pré-natal entre mulheres nos extremos de idade

Palavras-chave: Avaliação de programas e projetos de saúde, Idade materna, Cuidado pré-natal, Saúde na fronteira

Resumo

Para garantir assistência de qualidade a gestante e ao neonato, o estado do Paraná, conta com a Rede Mãe Paranaense. Sendo assim, o estudo teve como objetivo analisar a assistência pré-natal entre mulheres de extremo de idade, atendidas pela Rede, realizado em duas Regionais de Saúde, uma fronteiriça e outra no interior do Estado, entre julho de 2017 a fevereiro de 2018. Trata-se de um estudo quantitativo e transversal, os dados foram coletados no prontuário, na Carteira de Saúde da gestante e entrevista. Os resultados revelaram que mulheres ≥35 anos foram mais classificadas como alto risco gestacional, por antecedentes clínicos, como doenças hipertensivas (p<0,004), entre as ≤18 anos ocorreu menor adesão ao pré-natal (p<0,012). A regional fronteiriça apresentou menos acompanhamento efetivo de pré-natal, também realizaram menos exames (p<0,020). Concluindo-se que ocorreram divergências na assistência pré-natal entre os grupos etários, como também entre as regionais de saúde.

Biografia do Autor

Andressa Larissa Dias Müller Souza, Universidade Estadual de Londrina

Possui graduação em Enfermagem - Bacharel e Licenciatura pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (2013), mestrado em Enfermagem pela Universidade Estadual de Londrina (2018) e especialização modalidade Residência em Saúde da Criança pela Universidade Estadual de Londrina (2017). Experiência: Docente em graduação e pós-graduação; membro do Núcleo Docente Estruturante (NDE); Enfermeira em Terapia Intensiva; Neonatologia; Pediatria e Oncologia. Atuando em pesquisas principalmente na área de saúde materno-infantil.

Referências

1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde - departamento de ações programáticas estratégicas [homepage on the Internet]. Gestação de alto risco: manual técnico. 5. ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2012.

2. Davim RMB, Davim MVC. Estudo reflexivo sobre aspectos biológicos, psicossociais e atendimento pré-natal durante a gravidez na adolescência. Rev enferm UFPE on line, 2016; 10(8):3108-3118. [acesso em 2018 jul 20]. Disponível em: .

3. Laopaiboon M, Lumbiganon P, Intarut N, Mori R, Ganchimeg T, Vogel JP, Souza JP, Gülmezoglu AM, on behalf of the WHO Multicountry Survey on Maternal Newborn Health Research Network. Advanced maternal age and pregnancy outcomes: a multicountry assessment. BJOG 2014; 121 (Supl. 1):49-56. [acesso em 2018 jun 04]. Disponível em: .

4. Brasil. Ministério da saúde. Portaria nº 1.459, de 24 de junho de 2011. Institui, no âmbito do sistema único de saúde (SUS), a rede cegonha. Diário oficial da união nº121. Brasília, 27 jul. 2011. [acesso em 2018 jun 06]. Disponível em: .

5. Paraná. Secretaria de Estado da Saúde do Paraná. Programa Rede Mãe Paranaense. Linha guia.: Curitiba: SESA-PR; 2018. [acesso em 2018 mai 09]. Disponível em: .

6. Kahveci B, Melekoglu R, Evruke IC, Cetin C. The effect of advanced maternal age on perinatal outcomes in nulliparous singleton pregnancies. BMC Pregnancy and Childbirth 2018; 18(343). [acesso em 2018 set 02]. Disponível em: .

7. Viellas EF, Domingues RMSM, Dias MAB, Gama SGN, Theme MMF, Costa JV, Bastos MH, Leal MC. Assistência pré-natal no Brasil. Cad Saúde Pública 2014; 30(Supl.1):S85-S100. [acesso em 2018 ago 01]. Disponível em: .

8. Albuquerque JL. Conflito e integração nas fronteiras dos "brasiguaios". Cad CRH 2010; 23(60):579-590. [acesso em 2018 dez 17]. Disponível em: .

9. Mello F, Victora CG, Gonçalves H. Saúde nas fronteiras: análise quantitativa e qualitativa da clientela do Centro Materno Infantil de Foz do Iguaçu, Brasil. Cien Saúde colet 2015; 20(7):2135-2145. [acesso em 2018 set 04]. Disponível em: .

10. Zaslavsky R, Goulart BNG. Migração pendular e atenção à saúde na região de fronteira. Cien Saúde colet 2017; 22(12):3981-3986. [acesso em 2018 set 20]. Disponível em: .

11. Ribeiro FD, Ferrari RAP, Sant’Anna FL, Dalmas JC, Girotto E. Extremos de idade materna e mortalidade infantil: análise entre 2000 e 2009. Rev Paul Pediatr 2014; 32(4):381–388. [acesso em 2018 jul 22]. Disponível em: .

12. Marino JL, Lewis LN, Bateson D, Hickey M, Skinner SR. Teenage mothers. Aust Fam Physician 2016; 45(10):712-717. [acesso em 2018 jun 04]. Disponível em: .

13. Leftwich HK, Alves MVO. Adolescent Pregnancy. Pediatr Clin North Am 2017; 64(2):381-388. [acesso em 2018 jun 04]. Disponível em: .

14. Sauer MV. Reproduction at an advanced maternal age and maternal health. Fertility and Sterilily 2015; 103(5):1136-1143. [acesso em 2018 jul 24]. Disponível em: .

15. Traisrisilp K, Tongsong T. Pregnancy outcomes of mothers with very advanced maternal age (40 years or more). J Med Assoc Thail 2015; 98(2):117–122.

16. Jatlaoui TC, Boutot ME, Mandell MG, Whiteman MK, Ti A, Petersen E, Pazol K. Abortion Surveillance – United States, 2015. MMWR Surveill Summ 2018; 67(13):1-45. [acesso em 2018 dez 05]. Disponível em: .

17. World Health Organization. The World health report 2005: make every mother and child count. Geneva: WHO; 2005. [acesso em 2018 jul 06]. Disponível em: .

18. Neal S, Mahendra S, Bose K, Camacho AV, Mathai M, Nove A, Santana F, Matthews Z. The causes of maternal mortality in adolescents in low and middle income countries: a systematic review of the literature. BMC Pregnancy and Childbirth 2016; 16(352):1-18. [acesso em 2018 jul 06]. Disponível em: . Acesso em: 06 jul. 2018.

19. Maravilla JC, Betts KS, Cruz CC, Alati R. Factors influencing repeated teenage pregnancy: a review and meta-analysis. Am J Obstet Gynecol 2017; 217(5):527-545. [acesso em 2018 jul 06]. Disponível em: .

20. Galvão RBF, Figueira CO, Borovac-Pinheiro A, Paulino DSM, Faria-Schützer DB, Surita FG. Hazards of Repeat Pregnancy during Adolescence: A Case-control Study, Rev Bras Ginecol Obstet 2018; 40(8):437-443. [acesso em 2018 ago 14]. Disponível em: .

21. Carloto DR, Gil filho SF. O espaço de representação da comunidade árabe-muçulmana de Foz do Iguaçu – Paraná. In: Anais do II Colóquio Nacional do NEER – Núcleo de Estudos em Espaços e Representações; 2007 dez 05-07; Salvado, Brasil. Salvador: UFBA; 2007. [acesso em 2018 dez 03]. Disponível em: .

22. Marquetti MGK. Análise da influência das redes sociais no consumo de narguilé por adolescentes residentes em Foz do Iguaçu-PR [dissertação de mestrado]. Foz do Iguaçu: BDTD Unioeste; 2017. [acesso em 2018 dez 3]. Disponível em:.

23. Menezes AHR, Dalmas JC, Scarinci IC, Maciel SM, Cardelli AAM. Fatores associados ao uso regular de cigarros por -adolescentes estudantes de escolas públicas de Londrina, Paraná, Brasil. Cad Saúde Pública 2014; 30(4):774-784. [acesso em 2018 nov 19]. Disponível em: .

24. Canhaço EE, Bergamo AM, Lippi UG, Lopes RGC. Perinatal outcomes in women over 40 years of age compared to those of other gestations. Einstein 2015; 13(1):58-64. [acesso em 2018 ago 01]. Disponível em: .

25. Brosens I, Muter J, Gargett CE, Puttemans P, Benagiano G, Brosens JJ. The impact of uterine immaturity on obstetrical syndromes during adolescence. Am J Obstet Gynecol 2017; 217(5):546-55. [acesso em 2018 jun 04]. Disponível em: .

26. Kirbas A, Gulerman HC, Daglar K. Pregnancy in Adolescence: Is It an Obstetrical Risk? J Pediatric Adolesc Gynecol 2016; 29(4):367–371. [acesso em 2018 ago 01]. Disponível em: .

27. Santos NLAC, Costa COM, Amaral MTR, Vieira GO, Bacelar EB, Almeida AHV. Gravidez na adolescência: análise de fatores de risco para baixo peso, prematuridade e cesariana. Cien saúde colet 2014; 19(3):719-726. [acesso em 2018 ago 01]. Disponível em: .

28. Oliveira LL, Gonçalves AC, Costa JSD, Bonilha ALL. Fatores maternos e neonatais relacionados à prematuridade. Rev Esc Enferm USP 2016; 50(3):382-389. [acesso em 2018 jul 22]. Disponível em: .

29. Han SN, Verheecke M, Vandenbroucke T, Gziri MM, Calsteren KV, Amant F. Management of gynecological cancers during pregnancy. Curr Oncol Rep 2014; 16(415):1-10. [acesso em 2018 set 02]. Disponível em: .

30. Foz do Iguaçu. Resolução nº 09/2017, de 31 de março de 2017. Não aprova o Relatório Anual de Gestão-RAG/2016, da Secretaria Municipal da Saúde de Foz do Iguaçu/PR. Diário Oficial do Município nº 3.038 03 de abril de 2017; Seção 1:33-35. [acesso em 2018 dez 03]. Disponível em: .
Publicado
2021-08-18
Como Citar
1.
Souza ALDM, Zilly A, Cardelli AAM, Fracarolli IFL, Ferrari RAP. Rede Mãe Paranaense: assistência ao pré-natal entre mulheres nos extremos de idade. Revista de Saúde Pública do Paraná [Internet]. 18ago.2021 [citado 19set.2021];4(2):25-0. Available from: http://revista.escoladesaude.pr.gov.br/index.php/rspp/article/view/485
Seção
Artigos originais