Estratificação de risco cardiovascular em pacientes de Unidades Básicas de Saúde em União da Vitória-PR

Palavras-chave: Pontuação de Risco Cardiovascular, Risco Cardiovascular, Atenção Primária em Saúde

Resumo

A porta de entrada do Sistema único de Saúde acontece nas Unidades básicas de saúde que tem a finalidade de atender até 80% dos problemas básicos de saúde da população. O objetivo desse estudo trata-se de uma estratificação de risco cardiovascular baseada na diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia de prevenção de doença cardiovascular. Analisaram-se prontuários de 164 pacientes, os quais foram classificados por características sociodemográficas, laboratoriais, medicamentosa, equipe multidisciplinar e interpretação clínica. A estratificação geral de pacientes foi de 26,2% na faixa de risco muito alto, 51,2% alto, 18,9% intermediário e 3,7% baixo. Observou-se uma prevalência de aproximadamente 75% dos pacientes estratificados, apresentando-se fora das metas terapêuticas conforme o Consenso Brasileiro para a Normatização do Perfil Lipídico entre os prontuários analisados e no que diz respeito a meta pressórica, pode-se observar uma prevalência de descontrole da pressão arterial nos grupos de risco intermediário de 38,7% e muito alto risco de 39,5%.

Biografia do Autor

Rafael Fiamoncini Ferreira, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Farmacêutico-Bioquímico. Especialista em Análises Clínicas, Toxicologia e Gestão em Saúde.  Universidade Estadual de Ponta Grossa, Paraná

Elise Souza Reis, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Médica. Doutora em Cardiologia. Universidade Estadual de Ponta Grossa, Paraná

Erildo Vicente Müller, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Farmacêutico-Bioquímico. Doutor em Saúde Coletiva. Universidade Estadual de Ponta Grossa, Paraná

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Publicado
2022-04-01
Como Citar
1.
Ferreira RF, Reis ES, Müller EV. Estratificação de risco cardiovascular em pacientes de Unidades Básicas de Saúde em União da Vitória-PR. Revista de Saúde Pública do Paraná [Internet]. 1abr.2022 [citado 28nov.2022];5(1):57-1. Available from: http://revista.escoladesaude.pr.gov.br/index.php/rspp/article/view/596
Seção
Artigos originais