Arteterapia: significado para os profissionais da atenção primária à saúde

Palavras-chave: Saúde mental, Atenção primária à saúde, Enfermagem, Terapêutica

Resumo

Estudo com objetivo de compreender o significado da arteterapia para os profissionais da enfermagem da atenção primária à saúde. Pesquisa qualitativa realizada com sete profissionais de enfermagem de duas Unidades Básicas de Saúde. Desenvolveram-se oficinas de arteterapia por meio de 10 encontros semanais. Após quatro meses, entrevistas individuais e audiogravadas foram realizadas e as falas avaliadas pela técnica de Análise de Conteúdo. Na análise emergiram quatro categorias, as quais mostraram que arteterapia foi uma vivência importante, de satisfação, de aprendizado sobre si mesmo e um pouco mais sobre os colegas, espaço de poder se expressar e ouvir, o que propiciou vivências de bem-estar, de tempo para relaxar e aliviar o estresse da jornada de trabalho. A arteterapia se configurou como uma estratégia que pode ser utilizada com trabalhadores de enfermagem e desvelou-se como um papel terapêutico, propiciando o bem-estar e colaborando para melhoria da qualidade de vida laboral.

Biografia do Autor

Leiliane Jesus Martini Lopes Vilar, Universidade Estadual de Londrina

Mestre em Enfermagem

Marcos Hirata Soares, Universidade Estadual de Londrina

Doutor em Enfermagem Psiquiátrica

Júlia Trevisan Martins, Universidade Estadual de Londrina

Doutora em Enfermagem

Maíra Bonafé Sei, Universidade Estadual de Londrina

Doutora em Psicologia Clínica

Joseli Aparecida Gomes, Universidade Estadual de Londrina

Mestre em Enfermagem

Aline Aparecida Oliveira Moreira, Universidade Estadual de Londrina

Doutoranda em Enfermagem no Programa de Pós Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. Enfermeira do Serviço de Educação e Pesquisa do Hospital Dr. Eulalino Ignácio de Andrade.

Referências

1. Miranda FAN, Mendes FRP. Nos cenários da urgência e emergência: ideação suicida dos profissionais de enfermagem. Rev Rene [Internet]. 2018 [acesso em 2021 mai 30]; 19:e3382. doi: http://dx.doi.org/10.15253/2175-6783.2018193382

2. Organização Mundial da Saúde. Organização Pan-Americana da Saúde. Com depressão no topo da lista de causas de problemas de saúde, OMS lança a campanha “Vamos conversar”. Organização Mundial da Saúde, 2017 [acesso em 2021 mai 30]. Disponível em: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5385:com-depressao-no-topo-da-lista-de-causas-de-problemas-de-saude-oms-lanca-campanha-vamos-conversar&Itemid=839

3. Petarli GB, Zandonade E, Salaroli LB, Bissoli NS. Estresse ocupacional e fatores associados em trabalhadores bancários, Vitória–ES, Brasil. Ciênc. Saúde Colet. 2015[acesso em 2021 mai 25]; 20:3925-3934. doi: http://dx.doi.org/10.1590/1413-812320152012.01522015

4. Jensen A, Bonde LO. The use of arts interventions for mental health and wellbeing in health settings. Perspect public health. 2018 [acesso em 2021 jun 01], 138(4):209-214. doi: http://dx.doi.org/10.1177/1757913918772602

5. Stickley T, Wright N, Slade M. The art of recovery: outcomes from participatory arts activities for people using mental health services. J. ment. health. 2018 [acesso em 2021 jun 20]; 27(4):367-373. doi: http://dx.doi.org/10.1080/09638237.2018.1437609

6. Depret OR, Maia EBS, Borba RIHD, Ribeiro CA. Saúde e bem-estar: a arteterapia para profissionais de saúde atuantes em cenários de cuidado ambulatorial. Esc. Anna Nery. 2020 [acesso em 2021 mar 13]; 24(1). doi: http://dx.doi.org/10.1590/2177-9465-ean-2019-0177

7. Gebrim P. A menina, a águia e a torre. Kindle; 2018.

8. Medearis AS.Os Sete Novelos: um conto de Kwanzaa. São Paulo: Cosac Naify; 2005.

9. Leopold AM. O elemento “fogo” na arteterapia, experiência de uma sessão em oficina com idosos. Ver. Arteterapia da Associação de Arteterapia do Estado de São Paulo. 2012; 3 (1):19-29. [acesso em 2021 mar 13]. Disponível em: https://www.aatesp.com.br/resources/files/downloads/revista_v3_n1.pdf

10. Woolger JB, Woolger RJ. A deusa interior: um guia sobre os eternos mitos femininos que moldam nossas vidas. Cultrix; 2016.

11. Carvalho B, Kwietniak D. On homeomorphisms with the two-sided limit shadowing property. J. Math. Anal. Appl. 2014 [acesso em jun 10]; 420(1):801-813. doi: http://dx.doi.org/10.1016/j.jmaa.2014.06.011

12. Bardin L. Análise de Conteúdo. Lisboa, Portugal; Edições 70; 2016.

13. Elias ADDS, Tavares CMDM, Muniz MP. A interseção entre ser enfermeiro e ser terapeuta em saúde mental. Rev. bras. enferm. 2020 [acesso em 2021 jun 29]; 73. doi: http://dx.doi.org/10.1590/0034-7167-2018-0134

14. Wilson C, Bungay H, Munn-Giddings C, Boyce M. Healthcare professionals’ perceptions of the value and impact of the arts in healthcare settings: A critical review of the literature. Int. j. nurs. stud. 2016 [acesso em 2021 mai 30]; 56: 90-101. doi: http://dx.doi.org/10.1016/j.ijnurstu.2015.11.003

15. Jensen A, Stickley T, Torrissen W, Stigmar K. Arts on prescription in Scandinavia: a review of current practice and future possibilities. Perspect public health. 2017 [acesso em 2021 jun 02]; 137(5): 268-274. doi: http://dx.doi.org/10.1177/1757913916676853

16. Schwalbert LS, Gelain D. Arteterapia: do estresse à transcendência. Rev Científica de Arteterapia Cores da Vida. 2016 [acesso em 2021 mar 29]; 20 (20): 1-45. Disponível em: http://acatarteterapia.blogspot.com/2013/07/revista-cientifica-de-arteterapia-cores.html

17. Lapão LV, Arcêncio RA, Popolin MP, Rodrigues LBB. Atenção Primária à Saúde na coordenação das Redes de Atenção à Saúde no Rio de Janeiro, Brasil, e na região de Lisboa, Portugal. Cienc. Saúde Colet. 2017 [acesso em 2021 jun 01]; 22: 713-724. doi: http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232017223.33532016

18. Martin L, Oepen R, Bauer K, Nottensteiner A, Mergheim K, Gruber H et al. Creative arts interventions for stress management and prevention—a systematic review. Behav. sci. 2018 [acesso em 2021 jul 02]; 8(2): 28. doi: http://dx.doi.org/10.3390/bs8020028

19. Rodrigues CCFM, Santos VEP. The body speaks: physical and psychological aspects of stress in nursing professionals. Rev. Pesqui. (Univ. Fed. Estado Rio J., Online). 2016 [acesso em 2021 jul 02]; 8(1): 3587-3596. doi: http://dx.doi.org/10.9789/2175-5361.2016.v8i1.3587-3596

20. Avelino DC, Silva PMC, Costa LDFP, Azevedo EB, Saraiva AM, Filha MDOF. Trabalho de enfermagem no centro de atenção psicossocial: estresse e estratégias de coping. Rev. Enferm. UFSM. 2014[acesso em 2021 jun 15]; 4(4): 718-726. doi: http://dx.doi.org/10.5902/2179769214163
Publicado
2022-04-01
Como Citar
1.
Vilar LJML, Soares MH, Martins JT, Sei MB, Gomes JA, Moreira AAO. Arteterapia: significado para os profissionais da atenção primária à saúde. Revista de Saúde Pública do Paraná [Internet]. 1abr.2022 [citado 26nov.2022];5(1):44-6. Available from: http://revista.escoladesaude.pr.gov.br/index.php/rspp/article/view/605
Seção
Artigos originais