Análise de situação de saúde: um olhar a partir do território

Palavras-chave: Sistema Único de Saúde, Atenção Primária à Saúde, Territorialização da Atenção Primária, Mapa

Resumo

A territorialização é um dos pressupostos básicos do trabalho da Estratégia de Saúde da Família (ESF) e se faz de extrema importância conhecer o território. O estudo se baseou no mapa territorial das Unidades Básicas de Saúde (UBS) para avaliar a situação de saúde da população. Tratou-se de um estudo guarda-chuva, transversal, quantitativo e censitário das UBSs, realizado em um município do extremo sul catarinense em março de 2022. Dos resultados, destacou-se que a maioria das unidades são ESF (81,8%). Para tanto, verificou-se a importância do mapa territorial como ferramenta de trabalho, sendo composto, principalmente, por microáreas (86,3%), seguido por grupos de agravo (63,6%) e por áreas de risco (45,4%). Entretanto, foi possível observar irregularidade temporal na atualização dos mapas, o que denota uma lacuna no acompanhamento das equipes frente ao território.

Biografia do Autor

Rafael Zaneripe Souza Nunes, Universidade do Extremo Sul Catarinense

Psicólogo. Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade do Extremo Sul Catarinense. Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma, Santa Catarina.

Natan Gonçalves Lima João, Universidade do Extremo Sul Catarinense

Cirurgião-dentista. Mestrando em Saúde Coletiva pela Universidade do Extremo Sul Catarinense. Residente em Atenção Básica e Saúde da Família pela Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma, Santa Catarina.

Maria Eduarda Cardoso, Universidade do Extremo Sul Catarinense

Nutricionista. Mestranda em Saúde Coletiva pela Universidade do Extremo Sul Catarinense. Residente em Saúde Mental pela Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma, Santa Catarina.

Gabriela Silveira Maciazeki, Universidade do Extremo Sul Catarinense

Cirurgiã-dentista. Residente em Atenção Básica e Saúde da Família pela Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma, Santa Catarina.

Marcos Bauer, Universidade do Extremo Sul Catarinense

Profissional de Educação Física. Mestrando em Saúde Coletiva pela Universidade do Extremo Sul Catarinense. Residente em Atenção Básica e Saúde da Família pela Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma, Santa Catarina.

Vanessa Pereira Corrêa, Universidade Federal de Santa Catarina

Fisioterapeuta. Doutoranda em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, Santa Catarina.

Letícia Monteiro Bettiol, Universidade do Extremo Sul Catarinense

Fisioterapeuta. Mestranda em Saúde Coletiva pela Universidade do Extremo Sul Catarinense. Residente em Atenção Básica e Saúde da Família pela Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma, Santa Catarina.

Lisiane Tuon, Universidade do Extremo Sul Catarinense

Fisioterapeuta. Doutora em Medicina e Ciências da Saúde pela Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma, Santa Catarina.

Referências


  1. Goldstein RA, Barcellos C, Magalhães M de AFM, Gracie R, Viacava F. A experiência de mapeamento participativo para a construção de uma alternativa cartográfica para a ESF. Ciênc. saúde coletiva (Online). 2013 Jan; 18(1):45–56. Acesso em: 23 mai. 2022. doi: https://doi.org/10.1590/S1413-81232013000100006

  2. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2017. Acesso em: 25 mai. 2022. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html

  3. Pereira MPB, & Barcellos C. O TERRITÓRIO NO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÃ LIA/The territory in family health program. Hygeia (Uberlândia). 2006; 2(2):47-59. Acesso em: 25 mai. 2022. doi:https://doi.org/10.14393/Hygeia216847

  4. Justo LG, Severo AKS, Félix-Silva AV, Soares LS, Silva-Júnior FL e, Pedrosa JI dos S. A territorialização na Atenção Básica: um relato de experiência na formação médica. Interface comun. saúde educ. 2017; 21(suppl 1):1345–54. Acesso em: 25 mai. 2022. doi: https://doi.org/10.1590/1807-57622016.0512

  5. Lacerda TJ, Botelho JL, Colussi CF. Planejamento na Atenção Básica [Internet]. Universidade Federal de Santa Catarina, editor. 2012. Acesso em: 25 mai. 2022. Disponível em: https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/1167/1/PDF%20-%20Livro%20do%20Curso.pdf

  6. Brasil. MS. Asis - Análise de Situação de Saúde / Ministério da Saúde, Universidade Federal de Goiás. Brasília: Ministério da Saúde [Internet] 2015 [acesso em 2022 mai 05]; (1)1. Acesso em: 25 mai. 2022. Disponível em:https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/asis_analise_situacao_saude_volume_1.pdf

  7. Organización Panamericana de la Salud. Resúmenes metodológicos en epidemiología: análisis de la situación de salud. Boletín Epidemiológico. 1999;20(3). Acesso em: 23 mai. 2022. Disponível em:https://iris.paho.org/bitstream/handle/10665.2/31849/BE_v20n3.pdf?sequence=1&isAllowed=y

  8. Barros MBA. Inquéritos domiciliares de saúde: potencialidades e desafios. Rev. bras. epidemiol. 2008 Mai;11(suppl 1):6–19. Acesso em: 25 mai. 2022. doi: https://doi.org/10.1590/S1415-790X2008000500002  

  9. Ibiapina É, Bernardes A. O mapa da saúde e o regime de visibilidade contemporâneo. Saúde Soc. 2019;28:322–36. Acesso em: 15 jul. 2022. doi:https://doi.org/10.1590/S0104-12902019170982

  10. Pessoa VM, Rigotto RM, Carneiro FF, Teixeira ACA. Sentidos e métodos de territorialização na atenção primária à saúde. Ciênc. saúde coletiva (Online). 2013 Aug; 18(8): 2253-62. Acesso em: 23 mai. 2022. doi:https://doi.org/10.1590/S1413-81232013000800009

  11. Tomasi YT, Souza JBD, Madureira VSF. Diagnóstico comunitário na Estratégia Saúde da Família: potencialidades e desafios. Rev. enferm. UFPE on line. 2018; 12(6), 1546-1553. Acesso em: 10 jun. 2022. doi:https://doi.org/10.5205/1981-8963-v12i6a230505p1546-1553-2018

  12. Malucelli A, Stein Junior AVJ, Bastos L, Carvalho D, Cubas MR, Paraíso EC. Classificação de microáreas de risco com uso de mineração de dados. Rev. saúde pública. 2010 Apr;44(2):292–300. Acesso em: 10 jun. 2022. doi:https://doi.org/10.1590/S0034-89102010000200009

  13. Monken M, Barcellos C. Vigilância em saúde e território utilizado: possibilidades teóricas e metodológicas. Cad. saúde pública. 2005 Jun; 21(3):898–906. Acesso em: 10 jun. 2022. doi:https://doi.org/10.1590/S0102-311X2005000300024

  14. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº Nº 2.979, de 12 de novembro de 2019. Institui o Programa Previne Brasil. Brasília. Acesso em: 20 mai. 2022. Disponível em:https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2019/prt2979_13_11_2019.html

  15. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº Nº 1.645, de 02 de outubro de 2015. Dispõe sobre o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB). Brasília. Acesso em: 20 mai. 2022. Disponível em:https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2015/prt1645_01_10_2015.html

  16. Santos JAF. Classe Social, território e desigualdade de saúde no Brasil. Saúde Soc. 2018 Jun; 27(2):556–72. Acesso em: 23 mai. 2022. doi: https://doi.org/10.1590/S0104-12902018170889  

  17. Santos JAF. Covid-19, causas fundamentais,classe social e território. Trab. educ. saúde. 2020;18(3): 1-7. Acesso em: 25 mai. 2022. doi: https://doi.org/10.1590/1981-7746-sol00280 

  18. Silva R, Sato M. Territórios e identidades: mapeamento dos grupos sociais do Estado de Mato Grosso - Brasil. Ambient. Soc. 2010 Dec;13(2):261–81. Acesso em: 23 mai. 2022. doi: https://doi.org/10.1590/S1414-753X2010000200004   

  19. Junqueira M de FP da S. Cuidado: as fronteiras da integralidade. Ciênc. saúde coletiva (Online). 2005 Sep;10(3):784–5. Acesso em: 20 jun. 2022. doi: https://doi.org/10.1590/S1413-81232005000300036  

  20. Budó M de LD, Oliveira SG, Garcia RP, Simon BS, Schimith MD, Mattioni FC. Redes sociais e participação em uma comunidade referenciada a uma unidade de saúde da família. Rev. gaúch. enferm. 2010 Dec;31(4):753–60. Acesso em: 23 jun. 2022. doi:https://doi.org/10.1590/S1983-14472010000400020

  21. Foucault, M. Microfísica do poder. Organização e tradução de Roberto Machado. 18ed. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1979.

  22. Ibiapina É, Bernardes A. O mapa da saúde e o regime de visibilidade contemporâneo. Saúde Soc. 2019;28:322–36. Acesso em: 13 jun. 2022.  doi:https://doi.org/10.1590/S0104-12902019170982

  23. Santos AL, Rigotto RM. Território e territorialização: incorporando as relações produção, trabalho, ambiente e saúde na atenção básica à saúde. Trab. educ. saúde.. 2010 Nov;8(3):387–406. Acesso em: 10 jun. 2022. doi: https://doi.org/10.1590/S1981-77462010000300003   

  24. Faria RM de. A territorialização da Atenção Básica à Saúde do Sistema Único de Saúde do Brasil. Ciênc. saúde coletiva (Online). 2020 Nov;25(11):4521–30. Acesso em: 23 mai. 2022. doi: https://doi.org/10.1590/1413-812320202511.30662018   

  25. Moreira KFA, Rodrigues DE, Ferreira LN, Rodrigues MAS, Oliveira DM de, Pereira PP da S. Aprendendo, ensinando e mapeando território: vivências de acadêmicos de enfermagem. REAS. 2019 Jan 10;11(4):1-8. Acesso em: 20 jun. 2022. doi: https://doi.org/10.25248/reas.e240.2019

Publicado
2023-05-19
Como Citar
1.
Nunes RZS, João NGL, Cardoso ME, Maciazeki GS, Bauer M, Corrêa VP, Bettiol LM, Tuon L. Análise de situação de saúde: um olhar a partir do território. Revista de Saúde Pública do Paraná [Internet]. 19maio2023 [citado 26fev.2024];6(2):1-6. Available from: http://revista.escoladesaude.pr.gov.br/index.php/rspp/article/view/746
Seção
Artigos originais