Perfil epidemiológico das notificações de tuberculose de pacientes com residência na 17ª Regional de Saúde do Paraná entre 2010 e 2017

Palavras-chave: Tuberculose, Epidemiologia, Incidência, Notificação de Doenças

Resumo

Mundialmente a tuberculose mata mais pessoas do que qualquer outra infecção. Obedecer aos esquemas terapêuticos torna a tuberculose curável. Este é um estudo transversal retrospectivo descritivo do perfil epidemiológico dos casos novos de tuberculose notificados na 17ª Regional de Saúde do Paraná no período de 2010 a 2017. A incidência variou entre 28,2 e 35,9 casos/100.000 habitantes. Dos 1.661 casos notificados, predominaram homens brancos com ensino fundamental, 10% populações especiais (privados de liberdade 7,7%). A baciloscopia se apresentou positiva no diagnóstico em 54,6% casos e 8,8% não realizaram teste para HIV. Alcoolismo foi o agravo associado mais prevalente (24,2%). Em 70,1% dos casos evoluíram para cura e 7,9% abandonaram o tratamento. Entre data de diagnóstico e a notificação houve diferença média de 10,3 dias em 51,8% das notificações. É necessário qualificar a assistência para alcançar a meta de cura de 85% dos casos proposta pela Organização Mundial da Saúde.

Biografia do Autor

Juliana Zanoni Dotti, Secretaria Estadual de Saúde

Especialização em RESIDÊNCIA EM ANALISES CLÍNICAS pela Universidade Estadual de Londrina, Brasil(2012)
Farmacêutico-Bioquimico do Secretaria de Saúde do Estado do Paraná , Brasil

Joice Mara Cruciol, Universidade Estadual de Londrina

Doutorado em Medicina e Ciências da Saúde pela Universidade Estadual de Londrina, Brasil(2006)
Professor Adjunto da Universidade Estadual de Londrina , Brasil

Willian Herbert Noguti de Lima, Secretaria Estadual de Saúde

Administrativo em 17ª Regional de Saúde, Londrina, Paraná, Brasil

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Publicado
2018-12-14
Seção
Artigos originais